Brasileira em Toronto – 30 anos de Canadá

Museu do Amanhã

O Museu do Amanhã, inaugurado em 2015 na zona portuária, é um museu de artes e ciências, e foi um dos pontos chave na revitalização urbana da área (Porto Maravilha).

O nosso plano nesse dia era de visitar a Ilha Fiscal, mas não sabia que tinha que comprar ingresso com antecedência. Chegamos lá e não tinha mais. Na verdade, aparentemente 90% dos ingressos para a Ilha Fiscal é vendido online. 🙁

Então resolvemos andar pela orla, passamos pelo prédio da Marinha e acabamos encontrando o Museu do Amanhã.

Eu devo comentar que aquela área está totalmente diferente do que eu conhecia. Vi muitas famílias caminhando, andando de bicicleta, tudo limpo e organizado. Muito agradável para um passeio no fim de semana, e muito diferente da bagunça feia que era.

O prédio do Museu do Amanhã é absolutamente incrível! A área tem jardins, espelhos d’água, ciclovia e área de lazer. Com arquitetura sustentável, ele usa recursos naturais do local, como a água da Baía de Guanabara, que é usada para climatizar o interior do museu e é reutilizada no espelho d’água.

A arquitetura do prédio foi inspirada nas bromélias do Jardim Botânico. No telhado da construção, grandes estruturas de aço se movimentam como asas, e servem de base para placas de captação de energia solar. Aliás, o prédio tem certificação da Liderança em Energia e Projeto Ambiental, concedida pelo Green Building.

 

 

O Museu do Amanhã conta com exposições, experiências sensoriais e usa tecnologias interativas, buscando conscientizar o visitante da sua parcela de contribuição na construção do futuro.

Na entrada, cada visitante recebe um cartão magnético, necessário para acessar o andar superior. Esse cartão também serve como um guia: no primeiro totem de exibição, você cadastra seu nome, e a cada totem que você passa, ele grava, fazendo a visita personalizada.

Uma das exposições no Museu é o Cosmos. Uma obra audiovisual em 360o de 8 minutos dentro de um domo, onde o melhor para assistir é deitado no chão. O filme mostra a formação do universo com animações digitais e imagens de grande impacto sensorial ao público.

Todas as exposições são interativas, com imagens, jogos, maquetes… Mas acho que a parte que mais me chamou a atenção foi a última exposição, “Nós”, onde a gente entra numa espécie de oca com iluminação que simula o nascimento e o pôr do sol.

 

 

Pesquisando sobre o museu, eu li que o mesmo teve a altura máxima restringida a 20 metros, para que a construção não prejudicasse a visão dos prédios históricos localizados ao redor do museu, como o Mosteiro de São Bento e o edifício a Noite (primeiro arranha-céu da cidade). Além disso, as janelas enquadram pontos turísticos da região, como o mosteiro de São Bento e o morro da Conceição.

O museu conta com um café, restaurante e uma loja de souvenirs logo na entrada.

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